DIFUSOR DE DESEJOS: experiência sobre corpo ciborgue (2007)
Menção especial no concurso de escolas de arquitetura da Bienal Internacional de Arquitetura de São PauloEquipe: Cecília Kleine; Diego Fagundes; Erica Mattos; Kendra Neumann; Maísa Moraes; Pedro Tomás; Roberta Ghizoni; Romullo Baratto.
"Cidade. Massa híbrida de sonhos, matéria, memória.
Ilha-corpo em constante mutação.
Mora no cerne da mais privada instância. Cada um.
Nós de encontro. Fluxos de corpos e idéias.
Cidade. Abrigo público. Saiu voando.
Hoje flutua entre invisíveis e concretos.
O que queremos dela?
Sê-la.
Corpo mutilado. Protético. Cidade-ciborgue sem tempo.
Sem memória, sem porvires.
Somente desejos privados, desconectados da rede, que ainda é de poucos.
Participação fictícia, em planos "receita de bolo".
Multidão consumida pela rotina, descrédito do que é público. Cada umbigo no seu."
(Trecho do trabalho)
O trabalho apresenta uma visão diferenciada sobre a cidade (Florianópolis), encarando-a como um corpo que sofre modificações em sua constituição. Essas modificações apresentam-se como mutilações, próteses e deslocamentos. E como em um corpo vivo, um corpo humano que se tatua ou do qual se retiram e adicionam partes, tudo isso é o resultado de um desejo. Esse desejo apresenta-se muitas vezes como a vontade pelo progresso, bem estar e outras tantas vontades privadas sob a égide de um desenvolvimento social e coletivo. Nesse sentido o verdadeiro produto desse trabalho é a maquete apresentada no concurso. Foi construída em alumínio e retrata a ilha de Santa Catarina cortada em pedaços móveis sobre uma base de madeira (1,5mx1,5m).
A cada movimento das peças metálicas livres tem-se uma nova cidade, uma nova organização, um organismo híbrido, entre o natural e o totalmente artificial. Ao deslocar-se uma das peças, pode-se por exemplo conceber uma realidade em que o centro da cidade não está mais no lugar onde "deveria" ou a praia mais procurada pela juventude está em um local totalmente diverso, ou simplesmente não está. É a vontade alheia que se manifesta sobre essa cidade que é um bem coletivo, "uma rede pública de nós privados".
Pranchas em alta resolução - PDF
A cada movimento das peças metálicas livres tem-se uma nova cidade, uma nova organização, um organismo híbrido, entre o natural e o totalmente artificial. Ao deslocar-se uma das peças, pode-se por exemplo conceber uma realidade em que o centro da cidade não está mais no lugar onde "deveria" ou a praia mais procurada pela juventude está em um local totalmente diverso, ou simplesmente não está. É a vontade alheia que se manifesta sobre essa cidade que é um bem coletivo, "uma rede pública de nós privados".
Pranchas em alta resolução - PDF
Difusor de desejos
Maquete fechada
Pranchas
Apresentação final
Exposição
Pavilhão da Bienal - Ibirapuera
Equipe
Pavilhão da Bienal - Ibirapuera
Projeto-desejo de prótese
Largo da Alfândega - Florianópolis
Processo
Construção da maquete
Processo
Construção da maquete
Processo
Construção da maquete

